#22 – UM PASSO EM FALSO (1991), de Carl FRANKLIN

Neste caminho de tantos retornos, o nosso Detour desta vez deviou-se na direção do cinema de Carl Franklin, talentoso cineasta que foi de operário do Roger Corman a um decisivo talento no cinema dos EUA nos anos noventa. Franklin realiza este UM PASSO EM FALSO em 1991. Decola a década com uma sobriedade e pulsão humana diferentes da maioria do que fora realizado nesta mesma época no chamado neo-noir. Um Passo Falso é um pouco noir, mas também muito faroeste. Neste papo Guilherme e Filipe debatem a carreira de Franklin dos primórdios como ator de televisão ao presente como funcionário padrão de empresas como a Netflix. Neste caminho, para quem procurar, haverá diversos grandes filmes.

Destacamos um a um os longas, passando pela fase do contrato com Roger Corman no fim da década, o seu influente curta chamado PUNK de 1986, a chegada dos anos noventa com o sucesso de crítica desta produção pouco abastada que a I.R.S. produtora musical se aventurou a trazer ao mundo ao qual dedicamos o episódio e, claro, o encontro com Denzel Washington que rendeu dois de seus mais famosos filmes, O DIABO VESTE AZUL (1996) e POR UM TRIZ (2003). Falamos um tanto de televisão também, porque o Carl Franklin tem uma carreira relevante lá, mesmo que lamentemos o fato de que não exista liberdade qualquer pra ele no espaço que ocupa hoje. Falamos também da carreira de Billy Bob Thornton, estrela e roteirista do filme, e claro dos gênios de Cynda Williams, Bill Paxton e Michael Beach, suas co-estrelas. Um elenco cuja presença de cena é pré-espectral, quase num passo da ebulição, da violência íntima.

Eis o nosso índice:
1′ – Introdução e Carl Franklin: estudos, ator, diretor, longas e televisão, carreira geral
57’30 – Um Passo em Falso
130’10 – Próxima temporada do Detour e nossos agradecimentos

Agenda do Detour
Assalto a 13a DP, de John Carpenter – próximo episódio
Roberto Carlos em ritmo de aventura, de Roberto Farias (com João Gabriel Villar da Cruz)
Batalha de Slashers, vol. 3: Black Christmas, de Bob Clark vs. Sleepaway Camp, de Robert Hilztrick

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#21 – Galeria de Giallos, vol. 1: A MORTE CAMINHA A MEIA-NOITE (1972), de Luciano ERCOLI vs. TENEBRE (1982), de Dario ARGENTO


Falar sobre giallo é um velho desejo do time do Detour. Foram mais de dois anos entre a primeira vez que anunciamos este episódio e o seu lançamento, mas creio que veio no momento certo. Nos focamos em contar trazer o máximo de informações para instiga-los a conhecer mais os filmes deste gênero que tanto nos emociona. É uma pequena introdução ao giallo.

Depois focamos no Luciano Ercoli, diretor de uma trilogia de giallos das mais interessantes. Escolhemos A MORTE CAMINHA A MEIA-NOITE (1972), seu terceiro giallo, como nosso tema principal, mas não deixamos de passear um pouco por todos estes filmes. A proximidade com Alfred Hitchcock sob certo esteticismo voyeur remete ao que seriam os melhores De Palma. E o que dizer sobre TENEBRE (1982), um dos melhores filmes de Dario Argento? A história do cineasta se confunde com o gênero, isso foi tema na parte inaugural do episódio, levando tantos a confundirem o que é um giallo. Tenebre definitivamente o é, brutal, desesperançoso e também maravilhoso.

São mais de três horas de papo com muito conteúdo de opinião e informações sobre o gênero, seus cineastas e os filmes. Quem nos abrilhantou com sua parceria foi nosso amigo João Gabriel Villar da Cruz, nos ajudando a dar palavra tão belas formas visuais. Vejam os filmes e venham nos ouvir!


No Letterboxd:

Lista com 50 Gialli do Guilherme

Filipe sobre Tenebre
Filipe sobre Blood and Black Lace
Filipe sobre O Gato de Nove Caudas
Filipe sobre O Pássaro das Plumas de Cristal
Filipe sobre Quatro Moscas num Veludo Cinza
Guilherme sobre Black Belly of the Tarantula
Guilherme sobre Aquarius
Guilherme sobre A Morte Caminha de Salto Alto
Guilherme sobre Your Vice is a Locked Room and Only I Have the Key
Filipe sobre A Morte Suspeita de uma Adoslecente
Guilherme sobre In the Folds of the Flesh
Guilherme sobre The Designated Victim
Filipe sobre Death Laid an Egg
Guilherme sobre Fotos Proibidas
Filipe sobre Todas as Cores da Escuridão
Filipe sobre What Have You Done to Solange?
Filipe sobre Seven Blood-stained Orchids
Guilherme sobre The Posessed
Filipe sobre Who Saw Her Die?
Guilherme sobre Five Women for the Killer
Filipe sobre O Estranho Vício da Sra. Wardh

Eis o nosso índice:
1′ – Introdução básica sobre o giallo
49’50 – A Morte Caminha a Meia-Noite e Ercoli
102’50 – Tenebre
174’51 – Elegemos nosso Top 5 de giallo

Agenda do DETOUR
RoboCop (1987), de Paul VERHOEVEN (com Paulo Santos Lima)
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), de Roberto FARIAS
Batalha de Slashers, vol. 3: Black Christmas (1973) vs. Sleepaway Camp (1983)
Deep Cover (1991) vs. The Glass Shield (1990)
Comédia: As Patricinhas de Beverly Hills (1995), de Amy HECKERLING

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#20 – Comédias: O TERROR DAS MULHERES (1961), de Jerry LEWIS

Comédia – dos gêneros cinematográficos, talvez o mais popular. Entre os comediantes, poucos foram tão gênios quanto Jerry Lewis, o palhaço que parecia um desenho animado no modo autodestruição.

Foi então que neste desafio de finalmente tratarmos das comedias no Detour escolhemos nos debruçar sobre ele, Jerry, como uma primeira porta de outras que abriremos no mundo da comédia. Falamos demais sobre as histórias da parceria de Jerry e Dean Martin, as artimanhas da velha Hollywood, o rompimento da parceria, os filmes caseiros, as palhaçadas e também as babaquices. A primeira hora do programa foi integralmente dedicada ao Jerry Lewis como um todo. Na segunda hora, foi a vez de debatermos sobre o segundo longa de Jerry como diretor, um projeto ambicioso e caro, O TERROR DAS MULHERES (1961) tornou-se uma das maiores obras do gênero. Duas horas e um chorinho a mais sobre um dos maiores cineastas que o cinema já viu.

Eis o nosso índice:
1′ – Apresentando conceito da série sobre comédias e Jerry Lewis: astro, artista, palhaço, babaca e parceiro
69’03 – O Terror das Mulheres
130’10 – Elegemos o nosso Top 5 do Jerry, agradecimentos

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Agenda do DETOUR:

Galeria de Giallos, vol. 1: A MORTE CAMINHA A MEIA-NOITE (1972), de Luciano ERCOLI vs. TENEBRE (1982), de Dario ARGENTO (part. de João Gabriel Villar da Cruz)
RoboCop (1987), de Paul Verhoeven (part. de Paulo Santos Lima)
Cronenberg, vol. 1: Enraivecida na Fúria do Sexo (1975)
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968), de Roberto Farias
Deep Cover (1991) vs. The Glass Shield (1990)

#19 – ESPECIAIS EFEITOS (1984) vs. CONSEQUENCE (2003)

Pedimos desculpas por alguns problemas no áudio deste encontro ocorrido em 2022. Seria nosso episódio de retorno ao formato original, com Guilherme Martins como âncora, Filipe Furtado e Francis Vogner dos Reis como convidados. A inexperiência com o manejo de tantas vozes na mesa de som gerou um áudio repleto de estouros. Fiquei algum tempo tentando resolver estes áudios, não ficou ótimo, mas creio que está audível e merece não ficar parado nos meus HDs. O papo sobre filmes de troca de identidade no filme B foi antes de mais nada uma oportunidade para falar sobre Larry Cohen, um dos nossos cineastas prediletos. Escolhemos ESPECIAIS EFEITOS (1984) porque seria um filme símbolo em muitos conceitos, ao mesmo tempo que numa estética mais arrojada.

Para completar a sessão dupla, o filme poeira essencial, o CONSEQUENCE (2003), do Anthony Hickox. Falar sobre o cineasta era também antigo desejo nosso e a pauta de identidades trocadas casou estes mestres do cinema de pouco orçamento extremamente diferentes num conjunto.

Numa triste notícia soubemos da passagem do Anthony Hickox dias atrás. Terrível. Nosso papo foi feito um ano antes, sem ideia do que ocorreria, mas, esperamos, faça justiça a esta obra imensamente subestimada.

No Letterboxd:

Listas com os favoritos de Guilherme Martins de Hickox e Cohen
Filipe sobre Especiais Efeitos
Filipe sobre Consequence
Filipe sobre Federal Protection
Filipe sobre Waxwork

Agenda do DETOUR:
– Comédia: O TERROR DAS MULHERES (1961)
– Galeria de Giallos, vol. 1: TENEBRE (1981), de Dario ARGENTO vs. DEATH WALKS AT MIDNIGHT (1972), de Luciano ERCOLI
– RoboCop (1987), de Paul VERHOEVEN
– Especial CRONENBERG 1, Anos 70: ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO (1975)

Eis o nosso índice:
1′ – Explicando o episódio perdido e relembrando a carreira de Larry Cohen
23’10 – Especiais Efeitos
75’13 – A carreira de Anthony Hickox
90’13 – Consequence
122’19 – Elegemos o nosso Top 5 do Larry Cohen com menções honrosas e agradecimentos

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#18 – Especial William Friedkin: PARCEIROS DA NOITE (1980) vs. VIVER E MORRER EM LOS ANGELES (1985)

A passagem de Wlliam Friedkin no início de agosto não nos deu mais desculpas: o cinema feito por ele URGE e nós do Detour somos obrigados a colocar os microfones na mesa de som e abraçar nossos ouvintes. Com a mesma paixão de Friedkin, não desistiremos.

Este especial procura dar conta de dois filmes imprescindíveis do cineasta: CRUISING ou PARCEIROS DA NOITE como foi lançado a época, filme onde Al Pacino interpreta um policial infiltrado na noite queer caçando um serial killer, e VIVER E MORRER EM LOS ANGELES, outra pedrada policial oitentista, visceral e brutal estrelado por William Petersen e Willem Dafoe, filmes onde vemos Friedkin no auge de sua obra. Dois clássicos do cinema moderno.

Eis o nosso índice:
1′ – Apresentação e William Friedkin e suas fases 
58’13 – Cruising
122’16 – Viver e Morrer em Los Angeles
179’12 – Elegemos nosso Top 5 do William Friedkin, agradecimentos

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William Friedkin nos streamings:
OPERAÇÃO FRANÇA (1971) – Star Plus
O EXORCISTA (1973) – Prime Video e HBO MAX
VIVER E MORRER EM LOS ANGELES (1985) – Oi!
CAÇADO (2003) – Prime Video
KILLER JOE (2011) – Prime Video e Claro
alguns outros títulos podem ser alugados

#17 – NEAR DARK (1987), de Kathryn BIGELOW

Nova temporada, novos formatos, mesma fé no debate e no cinema de gênero. Retomamos nosso rumo após um ano sem episódios do Detour, após pensarmos muito sobre o que seria interessante melhorarmos no nosso podcast. Não perder a essência, mas retomarmos um pouco do plano original: a volta dos debates presenciais, entretanto as pautas ganham a possibilidade de serem também de filmes-solo. Queremos episódios sendo entregues de forma mais constante, alternando formatos conforme as pautas pedem. Guilherme Martins e Filipe Furtado debatem sobre NEAR DARK (1987), ou como foi lançado no Brasil, QUANDO CHEGA A ESCURIDÃO, segundo longa da Kathryn Bigelow.


Mergulhamos no universo fantástico da cineasta, onde corpos estão sempre em choque, conversando sobre toda a sua obra, da estreia com LOVELESS, ao fenômeno de CAÇADORES DE EMOÇÃO e a fase mais realista depois da consagração oficial de GUERRA AO TERROR. E com a inestimável colaboração de Francis Vogner dos Reis, debatemos por mais de uma hora o brilhante NEAR DARK, o seu vampirismo gótico rural americano, mezzo horror, mezzo faroeste, cujas luzes e sombras parecem tão cuidadosamente colocadas. Temas não faltaram e vocês são nossos convidados.

Eis o nosso índice:
1′ – Apresentando a nova temporada do Detour
6’18 – A obra de Kathryn Bigelow
27’43 – Near Dark, horror-faroeste-noir, participação do Francis
100’41 – Elegemos o nosso Top 5 da Kathryn Bigelow

Onde ver os filmes da Kathryn Bigelow nos streamings brasileiros:
THE LOVELESS (1981) – não temos
QUANDO CHEGA A ESCURIDÃO (1987) – Oi Play
JOGO PERVERSO (1990) – AppleTV e Google Play (aluguel/compra)
CAÇADORES DE EMOÇÃO (1991) – Amazon Prime Video, Globo Play e MUBI
ESTRANHOS PRAZERES (1995) – não temos
O PESO DA ÁGUA (2000) – não temos
K-19: THE WIDOWMAKER (2002) – Microsoft, Amazon e Apple TV (aluguel/compra)
GUERRA AO TERROR (2008) – Netflix, Clarovideo e Belas A La Carte
A HORA MAIS ESCURA (2012) – Netflix, Oi Play e Paramout+
DETROIT: EM REBELIÃO (2017) – Microsoft, Google Play, Amazon e AppleTV (aluguel/compra)

Filipe sobre Kathryn Bigelow

(em português)
Crítica na Cinética sobre GUERRA AO TERROR

(em inglês)
Comentário no Letterboxd sobre JOGO PERVERSO
Comentário no Letterboxd sobre CAÇADORES DE EMOÇÃO
Comentário no Letterboxd sobre ESTRANHOS PRAZERES
Comentário no Letterboxd sobre DETROIT: EM REBELIÃO

Guilherme sobre Kathryn Bigelow

Comentário no Letterboxd sobre THE LOVELESS

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#16 – Especial Johnnie TO, pt. 2: THREE (2016)

Guilherme Martins e Filipe Furtado exploram a carreira de Johnnie To a partir do ano 2000. Nesta Pt. 2 falamos um pouco sobre a grande maioria dos filmes feitos nesta fase onde o sucesso no ocidente seria marcante, sendo abraçado por festivais como Cannes. Ser canonizado fora não impede o autor de continuar olhando sempre para Hong Kong: seu formalismo extremo é colocado na direção de um cinema social, onde mesmo as comédias parecem refletir questões de classe. A crise econômica, o governo chinês que quer tentar sentar na mesa com o crime organizado, a polícia sempre corrupta. THREE (2016) foi escolhido para representar o Johnnie To veterano, dominando com maestria o espaço do hospital, arriscando-se ao transformar sua única e grandiosa cena de ação em uma espécie de musical.

Procuramos dar conta deste período que é aquele mais conhecido por nós ocidentais, especialmente depois do sucesso internacional de FULLTIME KILLER (2001). Ele forma a parceria com Wai Ka Fai, com quem divide a direção e produção de diversos longas memoráveis, como RUNNING ON KARMA (2002) e MAD DETECTIVE (2007). A Milkyway também expande-se, diversifica seus gêneros, alcanças parceirias relevantes, com Johnnie To quase sempre a frente de seus projetos mais ambiciosos. Johnnie To apresenta musicais graciosos como SPARROW (2008), um romance espectral como ROMANCING IN THIN AIR (2012) e filmes com alto teor de violência, como clássicos como ELEIÇÃO 1 e 2 (2005-6), EXILADOS (2006), THROW DOWN (2004), LIFE WITHOUT PRINCIPLE (2011) ou DRUG WAR (2012).

O governo chinês aparece na indústria de Hong Kong pela primeira vez, seja banindo ELEIÇÃO 2, seja oferecendo co-produções como no DRUG WAR. O seu OFFICE (2015) apresenta, tal qual THREE, aquela exploração de um espaço cênico com um rigor especial. São quase quatro horas entre as Pt. 1 e a Pt. 2, onde esperamos ter apresentado com o respeito merecido a carreira deste que pode seguramente ser chamado de um mestre do cinema.

Eis o nosso índice:
1′ – Apresentação
1’18 – Johnnie To: 2000 a 2019
50’01 – Three
99’31 – Elegemos nosso Top 5 do Johnnie To, próximo episódio, agradecimentos

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Conteúdo adicional:

Livros sobre o cinema de Hong Kong:

HONG KONG BABYLON, Fredric Dannen e Barry Long (1997)
HONG KONG CINEMA: THE EXTRA DIMENSIONS, Stephen Teo (1997)
DIRECTOR IN ACTION: JOHNNIE TO AND THE HONG KONG ACTION FILM (1997), Stephen Teo
e o nosso CIDADE EM CHAMAS: O CINEMA DE HONG KONG (2018), Júlio Bezerra e Filipe Furtado (org.)

Viagem pelos filmes de Johnnie To, artigo do Sérgio Alpendre
A domesticação á base da liberdade, artigo do Marcelo Miranda
DRUG WAR, comentário no blog do Filipe
Um passeio pelos filmes de Johnnie To, especial que o Filipe fez no seu blog
VENGEANCE, comentário no blog do Filipe
SPARROW, comentário no blog do Filipe
EXILADOS, crítica do Guilherme
ELEIÇÃO, crítica do Guilherme
Cidade em Chamas – O Cinema de Hong Kong (versão PDF), catálogo
Benny Chan – Uma filmografia comentada, especial que o Filipe fez no seu blog
Comentário do Filipe sobre Drug War
Comentário do Filipe sobre The Enigmatic Case
Comentário do Filipe sobre Happy Ghost III
Comentário do Filipe sobre The Big Heat
Comentário do Filipe sobre All About Ah-Long
Comentário do Filipe sobre Don’t Go Breaking my Heart 2
Comentário do Filipe sobre A Moment of Romance
Comentário do Filipe sobre Cassino Raiders II
Comentário do Filipe sobre Justice, My Foot!
Comentário do Filipe sobre The Bare-Footed Kid
Comentário do Filipe sobre Beyond Hypothermia
Comentário do Filipe sobre Chasing Dream

Comentário do Filipe sobre The Mission
Lista com os filmes exibidos na mostra Cidade em Chamas: O cinema de Hong Kong

#15 – Especial Johnnie TO, pt. 1: THE MISSION (1999)

O Detour retorna e conforme o prometido com outro especial sobre um mestre do cinema: Johnnie To. O especial foi tão incrível de se fazer que Guilherme Martins e Filipe Furtado extrapolaram todos os limites de tempo aceitáveis e para não cortar conteúdo que julgamos relevante demais, decidimos dividir o episódio em duas partes.

Nesta Pt. 1, tratamos da obra de Johnnie To desde sua fase de aprendizado, em 1980, num caminho através de dezenas de longas que levariam To a se tornar o mais popular cineasta da indústria de Hong Kong de seu tempo. A experiência trabalhando para Tsui Hark e o constante trabalho com algumas das maiores estrelas de sua época: Chow Yun-Fat, Michelle Yeoh, Anita Mui, Maggie Cheung, Andy Lau, Stephen Chow, Lau Ching-wan, Sylvia Chang, entre outros, estão os diversos temas. A formação da Milkyway, em 1996, a sua produtora, o colocaria finalmente numa posição de absoluto poder criativo. O THE MISSION (1999), o filme da nossa pauta nesta parte, marca o começo do cânone de Johnnie To.

Um filme simples: um chefe da tríade sobrevive a um atentado e procura um grupo de guarda-costas particular para protege-lo. THE MISSION é menos sobre a missão em si do que um retrato do nascimento da cumplicidade entre um grupo de homens. A formação de um bando. Entre cenas buriladas ao máximo, espaço cênico dominado, vemos brotar uma enorme emoção, capaz de converter assassinos nos heróis mais carismáticos de uma era.

Conversamos também em temas ao redor da evolução de Johnnie To como realizador: a indústria de cinema de HK e o estatuto particular do território de Hong Kong: parte da China, ocupado pelo Reino Unido, os diversos efeitos da ‘abertura’ do país em 1997.

A Pt. 2 entra em alguns dias, contando os rumos de Johnnie To e da Milkyway depois do ano 2000, a expansão de gêneros e o estouro como grande autor no ocidente e terá como pauta o THREE (2016), o seu penúltimo longa.

Obs.: queria pedir desculpas aos nossos ouvintes por um erro que aconteceu no episódio #14, onde a fala do Marcelo sobre o The Burning simplesmente não foi introduzida da maneira como deveria. Foi um pequeno erro na gravação e o remendo que eu fiz não deu conta de fazer passagem do jeito que deveria ser.

Eis o nosso índice:
1′ – Apresentação, abraçando vocês
12’18 – Johnnie To: 1980 a 1999
64’33 – The Mission
122’05 – Explicando Pt. 2

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(o conteúdo adicional sairá na pt. 2)



#14 – Batalha de Slashers, vol. 2: CHAMAS DA MORTE (1981) vs. THE PROWLER (1981)

Se não atrasar, não é DETOUR: a nova Batalha de Slashers, o nosso mergulho carinhoso nesse subgênero que amamos, está no ar. Recomendo para quem não está familiarizado com este gênero, retomar o nosso episódio #3, onde introduzimos de forma mais cuidadosa os cacoetes, estética, ambientação e a história do slasher.

No nosso primeiro mergulho, em 2020, tratamos de sequências de filmes embrionários ao gênero. Neste segundo estudo sobre os slashers, Guilherme Martins e Filipe Furtado debatem sobre dois filmes desta segunda fase do slasher propriamente dito, após o estouro do SEXTA-FEIRA 13 (1980), cujo lucro voltou os olhos do mercado de investidores para o slasher. CHAMAS DA MORTE (1981), ou The Burning no original, é um dos slashers de baixo recurso de bastidor mais rico e realização ainda mais forte. Tony Maylam, o documentarista rockeiro britânico responsável pelo filme, contrabandeia o som de Rick Wakeman e constrói uma das equipes mais talentosas da história do gênero. Sua grande estrela, no entanto, não eram nem os riquinhos jovens produtores, os monstruosos irmãos Weinstein, nem o elenco, nem Wakeman na trilha sonora e sim Tom Savini. Este lendário artista, revelado nos filmes de George A. Romero no fim dos anos 70, especialmente após o estouro estético que se tornou O DESPERTAR DOS MORTOS (1979), obra-prima romeriana, tornaria-se uma celebridade deste meio. Se o filme de Maylam já dedica a Savini um crédito de design nas sequências de morte, THE PROWLER (1981), feito pelo famigerado Joseph Zito, assume para o artista uma espécie de espaço oficial de autor.

Sem dúvida, Tom Savini foi um co-autor destas obras. Procuramos contar um pouco sobre quem foi, como se construiu a sua fama, as grandes parcerias, o status de astro e destrinchar o seu papel nestas duas obras. Há muita curiosidade e informação que ajudam a compor a personalidade de Tom Savini. Em seguida, nos debruçamos de vez sobre os filmes, com a participação especial do estreante no nosso podcast, o Marcelo Miranda, um velho camarada que também capitaneia um podcast sobre gênero, o Saco de Ossos, e do nosso veterano, o garoto de ouro, João Pedro Faro.

Eis o nosso índice:

1′ – Apresentação, O Nó do Diabo na Amazon, Oxigênio na Netflix
16’40 – Tom Savini, autor
50’13 – The Burning, participação de Marcelo Miranda
89’28 – The Prowler, participação de João Pedro Faro
144’44 – Elegemos o nosso Top 5 Savini, próximo episódio, agradecimentos

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Conteúdo adicional:

Trailer de THE BURNING

Trailer de THE PROWLER

Batalha de Slashers, vol. 1: PSICOSE 2 (1983) vs. O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 2 (1986)

Comentário do Guilherme sobre FRIDAY THE 13TH: THE FINAL CHAPTER

Comentário do Guilherme sobre THE SINS OF DORIAN GRAY

Comentário do Filipe sobre THE BURNING

Comentário do Filipe sobre THE PROWLER

Comentário do Filipe sobre FRIDAY THE 13TH: THE FINAL CHAPTER

Lista do Guilherme com slashers menos famosos

#13 – Homenagem a Monte HELLMAN: THE SHOOTING – O TIRO CERTO (1966) vs. CAVALGADA CONTRA O VENTO (1966)

Bem-vindos ao maior épico já produzido pelo Detour em 1 ano de podcast: a homenagem ao Monte Hellman. A conversa comandada por Guilherme Martins e Filipe Furtado é extensa, mas porque não quisemos fazer apenas um debate sobre os filmes. O objetivo era colocar a carreira, a vida de Monte em retrospecto. Conversamos sobre suas origens, no teatro de Los Angeles, o começo remendando filmes para Roger Corman, os filmes embrionários, sua relação com Jack Nicholson, chegando então aos faroestes que são a nossa pauta central: THE SHOOTING – O TIRO CERTO (1966) e CAVALGADA CONTRA O VENTO (1966). Debatemos e relembramos também curiosidades ao redor dos bastidores das filmagens destas duas obras-primas.

Pensamos nos filmes individualmente e em conjunto, discutimos o conceito de revisionismo e onde a obra radical de Monte se encaixa na história do cinema. Recebemos as participações inestimáveis de João Pedro Faro e Francis Vogner dos Reis, expandindo e intensificando esse papo. Fizemos questão de completar a conversa comentando de forma resumida o restante de sua carreira, recheada de filmes maravilhosos e projetos inacabados. Elegemos, como é tradição, os nossos 5 favoritos do cineasta.

Eis o nosso índice:
1′ – Apresentação, Sem Remorso na Amazon Prime, Eles Vivem na Netflix
12’44 – Monte Hellman, a primeira fase
57’59 – The Shooting – O Tiro Certo
84’16 – Cavalgada Contra o Vento
106’45 – João Pedro Faro, Francis Vogner dos Reis e os filmes em conjunto
171’23 – Monte Hellman, após os faroestes
190’50 – Elegemos o nosso Top 5 do Hellman, próximo episódio, agradecimentos

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Conteúdo adicional:

Trailer de THE SHOOTING

Trailer de CAVALGADA CONTRA O VENTO

Sobre Cowboys Solitários e Mitos Revisitados: Monte Hellman e a Nova Hollywood, por Filipe Furtado

Introdução a obra de Monte Hellman, por Filipe Furtado

Crítica do Filipe sobre Natal Sangrento 3

Two-lane Blacktop, por Luiz Carlos Oliveira Jr.

Comentário do Filipe sobre The Shooting

Comentário do Filipe sobre Cavalgada contra o Vento

Lista do Guilherme com os filmes do Monte Hellman